Você já recebeu a guia do Simples Nacional e se perguntou como aquele valor foi calculado?
Essa dúvida é muito comum entre empresários, e entender esse cálculo é essencial para acompanhar de perto os resultados da empresa e planejar o caixa com segurança.
Neste artigo, a AGSE explica de forma simples e prática como é feito o cálculo da guia do Simples Nacional, o que influencia o valor e como evitar surpresas no pagamento mensal.
O que é o Simples Nacional
O Simples Nacional é um regime de tributação simplificado, criado para micro e pequenas empresas. Ele reúne vários impostos em uma única guia (a DAS), facilitando o pagamento e o controle fiscal.
A alíquota (percentual de imposto) varia conforme o faturamento e o tipo de atividade exercida pela empresa.
Dica AGSE:
Antes de calcular a guia, é importante saber em qual Anexo do Simples Nacional sua empresa se enquadra.
🔗 [Leia também: “Entenda o que são os Anexos do Simples Nacional”]
Quais fatores influenciam o valor da guia
O valor da guia DAS não é fixo, ele depende de uma série de fatores que mudam conforme o desempenho da empresa.
Veja os principais:
- Faturamento acumulado dos últimos 12 meses (RBT12)
- Anexo de enquadramento (tipo de atividade)
- Faixa de receita bruta dentro da tabela do Simples
- Parcela a deduzir prevista na legislação
- Alíquota efetiva, resultado da fórmula de cálculo
Box explicativo:
Fórmula para calcular a alíquota efetiva:
(RBT12 × Alíquota Nominal – Parcela a Deduzir) ÷ RBT12
Onde RBT12 significa Receita Bruta Total dos últimos 12 meses.
Exemplo prático de cálculo
Vamos a um exemplo para deixar mais claro.
Imagine uma empresa do Anexo III, com faturamento de R$ 300.000 nos últimos 12 meses.
A alíquota nominal é de 11,20% e a parcela a deduzir é de R$ 9.360.
Aplicando a fórmula:
(300.000 × 11,20% – 9.360) ÷ 300.000 = 8,08% de alíquota efetiva.
Resultado:
Essa empresa pagará 8,08% sobre o faturamento do mês, valor que será usado para gerar a guia DAS.
Por que o valor da guia pode mudar
Se sua guia aumentou ou diminuiu de um mês para o outro, isso é normal, e tem explicação.
As causas mais comuns são:
- Variação no faturamento mensal;
- Mudança de faixa dentro da tabela do Simples;
- Alteração de anexo (por exemplo, mudança de atividade);
- Inclusão de tributos como ICMS ou ISS;
- Ajustes retroativos de receita.
Como evitar erros e se planejar melhor
Para evitar erros e imprevistos no valor da guia:
- Acompanhe o faturamento mês a mês;
- Utilize sistemas de gestão integrados;
- Faça revisões periódicas do enquadramento;
- Conte com o apoio contábil de uma equipe especializada.
Dica AGSE:
Na AGSE, nós não apenas calculamos a sua guia, nós te ajudamos a entender o que está por trás de cada número.
Assim, você toma decisões mais estratégicas e mantém seu negócio saudável.
Conclusão
Entender o cálculo da guia do Simples Nacional é um passo importante para ter mais clareza sobre seus impostos e planejar o financeiro com segurança.
Se você quer ter certeza de que está pagando o valor justo e descobrir oportunidades de economia tributária:
👉 Fale com um especialista da AGSE e receba uma análise completa do seu enquadramento.